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AS DROGAS E A FAMÍLIA
 
Jhony Fajarda Urbano
Enfermeiro do CIAAP

Toda a população hoje sabe que as drogas sempre existiram ao decorrer da cultura humana para atenuar o sofrimento, aumentar os prazeres e, até mesmo, para produzir experiências místicas. É importante ressaltar que tenhamos isso bem claro para não adotarmos nem a negação do problema, e tampouco um exagero que nos afastaria de uma visão racional e científica.
Os adolescentes por viverem um corpo e uma mente em transformação o que ocasiona um maior ou menor sofrimento, constituem uma população de risco em relação ao uso abusivo de drogas.
E a família? Ela tem participação fundamental na prevenção do uso abusivo de drogas. Acredito, inclusive, com base em vários autores, que quando nos defrontamos com um problema de droga na adolescência, temos de pensar em alguma disfunção do grupo familiar, dificuldades manifestadas ou não.
Um exemplo que podemos dar é de grupos familiares nos quais não há um “alcoolista”, na qual o álcool é “idolatrado”. Existe na casa um “altar” e “ícones”, em lugar privilegiado, em geral na sala, que é o bar e as bebidas. Quando chega um amigo ou alguém a quem a família quer prestar uma gentileza, abrem uma das garrafas e bebem algo. O adolescente vendo essa substância “tão venerada|, quer usá-la também. Alguns pais acham graça e se sentem até orgulhosos se seu filho se embriaga: “é coisa de homem, acontece...”. dizem satisfeitos.
Considero que, o adolescente com maior risco, apresentará as seguintes características:
• Um grupo familiar propício ao desenvolvimento do problema com a utilização manifesta ou latente, de uma conduta indutora ao uso do tóxico e uma sociedade que se caracterize pela quebra dos valores éticos, morais e com a cultura em desestruturação.
• Características de personalidade tais como: impulsividade, baixa tolerância a frustração, sentimento de solidão que produz um vazio interno, voracidade exacerbada, predomínio da ação sobre a capacidade de pensar, atitudes autodestrutivas mais ou menos conscientes (expor-se a perigos, acidentes freqüentes etc.), características depressivas.
• Busca de um grupo de adolescentes com características regressivas. Esse grupo terá mais características de gangue (submissão do grupo a um líder autocrático, papéis rígidos, atividades anti-sociais, conduta caracterizadas por agressividade, inclusive entre os membros do grupo).
• Dificuldades escolares (de conduta e/ou de aprendizado), conseqüentes distúrbios de atenção, às dificuldades de memorização e à síndrome desmotivacional (desinteresse generalizado), ocasionados pelas drogas.
Algumas dessas idéias buscam estimular o grupo familiar a refletir sobre como as atitudes poderão estar influenciando o adolescente a buscar nas drogas um sentido para viver.
 
 
Data de inclusão: 03/02/2010 | 15:57:46
 

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